Edição Extraordinária: Cobertura Completa da Janela de Casa
Minha súbita inspiração se deu nos ultimos acontecimentos relativos a questões daqui perto de casa. Coisa que até saiu na tv, sobre "a nova Cracolândia". Fato é que realmente ela não deixou de existir, só mudou (infelizmente) de lugar. E veio parar logo perto da minha casa. Desde que iniciou aquele projeto de revitalização da Luz (bairro do centro velho de SP), eu diria que "desvitalizou" tudo o que há em volta, incluindo onde moro. Isso acontece graças a uma política pública que só está interessada em aparecer bonitinha pra mídia, criando milhões de projetos para deixar um lugar visitável; não se preocupando com a qualidade de vida das pessoas ou com a marginalidade crescente existente nas grandes capitais.
Há alguns meses todos os moradores da região passam por tormentos gerados por esses drogados. De madrugada ninguém dormia, porque era uma gritaria do caramba, era gente pedindo dinheiro, cantando, briga... E de dia, logo pela manhã, era um inferno porque eles "bloqueavam" a passagem das pessoas que saíam logo cedo, a menos que não se importasse de passar no meio deles, com os pedidos de esmola, furtos de sacolas (especialmente quando haviam comida), cheiro forte de crack no ar...
Em algumas situações, a própria população acaba tomando algumas atitudes, jogando sacolas com água, rojões na direção dos drogados, e etc. No entanto, isso em geral dispersava os indivíduos ou fazia com que eles mudassem pra um local próximo, porém fora do alcance. Já ouvi bate-bocas de pessoas dos edifícios com os drogados, e no fim do ano então, parecia um inferno. Era bombinha e rojão a noite toda, além da gritaria costumeira. No dia 31 de dezembro chegou ao ponto em que um garoto drogado pegou um conjunto de rojões e acendeu bem no meio do cruzamento das ruas, um carro passou por cima sem saber o que acontecia, e depois de uns 10 metros de distancia os rojões estouraram.
Durante esse período o número de pessoas que frequentam a região de madrugada atrás de drogas só fez aumentar. O que no início eram cerca de 10 pessoas, hoje deve beirar umas 70. Por causa disso, o comércio da região optou por fechar as portas antes do horário previsto. E mesmo as crianças que brincavam na rua e as pessoas que ficavam na rua conversando, comendo e bebendo, agora se veêm presas em suas casas, assim que chega 6 da tarde.
Com a repercussão na tv dessa semana, apareceram mais carros de polícia, policiais em cada esquina, sejam em pé ou montados a cavalo andando pela região. Mas geralmente os drogados só se dispersam enquanto os policiais passam, assim que eles saem de vista volta tudo ao normal. Pelo menos é uma segurança a mais, mesmo que momentânea. Só penso por quanto tempo eles irão ficar aqui rondando a região. Provavelmente até que as mídias se interessem por um escândalo maior, ou até que esses drogados arranjem um novo lugar para "comercializar". Enquanto isso, nós que moramos aqui sofremos com as noites mal dormidas e com o "toque de recolher" implícito na cabeça de cada um.
Há alguns meses todos os moradores da região passam por tormentos gerados por esses drogados. De madrugada ninguém dormia, porque era uma gritaria do caramba, era gente pedindo dinheiro, cantando, briga... E de dia, logo pela manhã, era um inferno porque eles "bloqueavam" a passagem das pessoas que saíam logo cedo, a menos que não se importasse de passar no meio deles, com os pedidos de esmola, furtos de sacolas (especialmente quando haviam comida), cheiro forte de crack no ar...
Em algumas situações, a própria população acaba tomando algumas atitudes, jogando sacolas com água, rojões na direção dos drogados, e etc. No entanto, isso em geral dispersava os indivíduos ou fazia com que eles mudassem pra um local próximo, porém fora do alcance. Já ouvi bate-bocas de pessoas dos edifícios com os drogados, e no fim do ano então, parecia um inferno. Era bombinha e rojão a noite toda, além da gritaria costumeira. No dia 31 de dezembro chegou ao ponto em que um garoto drogado pegou um conjunto de rojões e acendeu bem no meio do cruzamento das ruas, um carro passou por cima sem saber o que acontecia, e depois de uns 10 metros de distancia os rojões estouraram.
Durante esse período o número de pessoas que frequentam a região de madrugada atrás de drogas só fez aumentar. O que no início eram cerca de 10 pessoas, hoje deve beirar umas 70. Por causa disso, o comércio da região optou por fechar as portas antes do horário previsto. E mesmo as crianças que brincavam na rua e as pessoas que ficavam na rua conversando, comendo e bebendo, agora se veêm presas em suas casas, assim que chega 6 da tarde.
Com a repercussão na tv dessa semana, apareceram mais carros de polícia, policiais em cada esquina, sejam em pé ou montados a cavalo andando pela região. Mas geralmente os drogados só se dispersam enquanto os policiais passam, assim que eles saem de vista volta tudo ao normal. Pelo menos é uma segurança a mais, mesmo que momentânea. Só penso por quanto tempo eles irão ficar aqui rondando a região. Provavelmente até que as mídias se interessem por um escândalo maior, ou até que esses drogados arranjem um novo lugar para "comercializar". Enquanto isso, nós que moramos aqui sofremos com as noites mal dormidas e com o "toque de recolher" implícito na cabeça de cada um.

